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Foram 7,5 milhões de tweets em 7 semanas: estes são os números da análise da Almawave, do Grupo AlmavivA, sobre o Papa e os temas do Pontificado

Foram 7,5 milhões de tweets em 7 semanas: estes são os números da análise da Almawave, do Grupo AlmavivA, sobre o Papa e os temas do Pontificado

13-03-2015

A marca de Francisco no Twitter

Foram 7,5 milhões de tweets em 7 semanas: estes são os números da análise da Almawave, do Grupo AlmavivA, sobre o Papa e os temas do Pontificado. Toda mensagem de Francisco anima o debate social. Para o Twitter, é o Papa da Misericórdia e da Renovação

Roma, 13 de março de 2015 - Mais de sete milhões de tweets colhidos, durante sete semanas, sobre os principais temas do Pontificado e a figura de Papa Francisco, dois anos após a sua eleição. A Almawave, sociedade de inovação tecnológica do Grupo AlmavivA, realizou a análise #idueannidiFrancesco para compreender quantas e quais mensagens do Papa criaram raízes no terreno das redes sociais.

Tratou-se de uma monitoração contínua, 24 horas por dia, de todas as conversações sobre esse assunto, de 20 de janeiro a 8 de março de 2015, articuladas em 4 categorias e em mais de mil conceitos-chave. Foram quatro as línguas visadas com sofisticados algoritmos estatísticos. O total dos tweets colhidos é de 7.530.574, a maioria deles em inglês (5.455.279), depois em espanhol (1.364.594), português (564.021) e italiano (146.680).

A figura do Papa
Para o povo das redes sociais, Francisco é o Papa da Misericórdia (20,1%) e da Renovação (18,8%): estes são os termos mais associados à figura do Pontífice em todas as línguas analisadas. É o Papa da Alegria para 14,6% das conversações, do Encontro (13,9%) e da Esperança (13%). Francisco é visto, portanto, como um Papa que conjuga humanidade e espiritualidade, abraça os fiéis, integra os marginalizados e acolhe as diversidades.
Um Papa reformador que invoca uma Igreja nova não só na reorganização da Cúria Romana, mas também na redescoberta dos profundos valores do Catolicismo para se superar a globalização da indiferença e a cultura do descarte.

Mensagens que deixam uma marca
Da análise, resulta ser muito evidente que, em cada pronunciamento, o Papa Francisco deixa uma marca profunda também no Twitter, estimulando discussões e comentários em todas as partes do mundo. De fato, o andamento do fenômeno mostra que, em sintonia com o Angelus dominical, há um pico de conversações. O pico máximo do período considerado, com 306.693 tweets, foi registrado entre 7 e 9 de fevereiro, por ocasião da videomensagem papal sobre a Exposição de Milão, a economia da iniquidade; o Angelus dominical e o discurso no Pontifício Conselho da Cultura sobre o papel da mulher.

O sentido da análise
“A Almawave, sociedade de inovação tecnológica do Grupo AlmavivA, utiliza suas plataformas de análises de Big Data também para conhecer o presente, detectar os seus fenômenos e observar as suas dinâmicas – afirma Valeria Sandei, administradora delegada da Almawave – O objetivo da análise #idueannidiFrancesco foi avaliar de que maneira a mensagem de diálogo do Papa, inovadora em termos de estilo, uso das palavras e meios de comunicação, fosse acolhida e percebida no mundo da rede. Além disso, passados dois anos desde a sua eleição, desejava-se compreender quantas e quais mensagens do Papa criaram raízes – “vivem” – numa rede social particularmente sensível à atualidade. A nossa pesquisa coloca em evidência que o Pontífice deixa uma marca muito profunda também no Twitter e que seus pronunciamentos geram picos de conversação, estimulando um debate rico e espontâneo, inspirado pelas suas palavras”.
É significativo – conclui Valeria Sandei – verificar, na troca de mensagens com 140 caracteres, quão intensamente se reflete a terminologia conceitual de Francisco (periferias existenciais, globalização da indiferença, cultura do descarte), com que interpreta e imprime uma conotação aos temas de base de seu Pontificado.”

Os temas do Pontificado
São quatro os temas principais do Pontificado: Renovação (61,7%), Família (16,7%), Mundo Casa Comum (12,4%) e Pobreza (9,2%). Emerge de maneira preponderante o conceito de Renovação da Igreja e da sua visão da sociedade. Esse tema abrange a maioria absoluta dos tweets colhidos: é o assunto mais falado em todas as línguas, principalmente em português. Declina-se sobretudo sobre os seguintes temas: a redescoberta dos autênticos valores católicos por meio da oração (39,5% das conversações), a reforma da Cúria (24,4%), o papel da Igreja Missionária, definida «de saída» e, portanto, dirigida e aberta às pessoas carentes (16,9%); a nova atitude «paterna» em relação a categorias sociais sob risco de discriminação, como os homossexuais (10%).

O tema Família é debatido principalmente em italiano, o mais citado quanto aos valores da Família Natural (71%), considerado um ambiente privilegiado, primeira escola de comunicação, compartilhamento e perdão. Depois, vem o tema da Procriação (14,2%), que deve ser responsável; a abertura do Papa para as Uniões Civis (9,7%), formas imperfeitas de família; a crise da família (4,9%).

O tema Mundo Casa Comum é citado no Twitter sobretudo quanto à condenação do Papa em relação a todo e qualquer tipo de conflito e violência (41,2%). Muitas conversações focam as violências contra as mulheres, especialmente as mutilações e aquelas que ocorrem entre as paredes domésticas. A cura desse mal está no diálogo (31,8%), um antídoto contra a violência. São 16,8% as conversações focadas no respeito e cuidado com a Criação (ao centro da anunciada encíclica do Papa), contra todo e qualquer tipo de depauperação e desperdício do meio ambiente, recurso terrestre. Em quarto lugar, com 10,2%, a liberdade religiosa.

O tema Pobreza está muito ligado ao conceito de Periferias Existenciais (67,7%). O assunto do dinheiro é muito recorrente (19,2%): no Twitter; as frases do Papa que recomendam que a sociedade atual não se torne escrava do dinheiro, entendido como demônio e primeiro mal, são numerosas. Algumas conversações sobre dinheiro criticam o Estado do Vaticano, considerado um dos mais ricos do mundo. Nelas se comenta sobre a advertência do Papa de se recusar a cultura do descarte (6,3%) e a globalização da indiferença (5,4%).