17-06-2026
“A Europa deve valorizar seu modelo baseado em regras, ética e proteção da propriedade intelectual. Começamos a tirar as lentes dos outros e olhar para o mundo com as nossas”. Assim afirmou Valeria Sandei, Chief Global AI do Grupo Almaviva e CEO da Almawave, ao discursar na XIX SUMMIT COTEC EUROPE “Rethinking work in the age of Al: Transformation, Opportunity, Governance”, evento que ocorre em Veneza, com a presença do Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, de Felipe VI, Rei da Espanha, e de António José Seguro, Presidente de Portugal.
“É possível desenvolver soluções de Inteligência Artificial que sejam competitivas, a partir dos dados europeus e das especificidades linguísticas e culturais do nosso continente”, continuou Sandei. É preciso acreditar mais nas capacidades tecnológicas europeias e apoiar iniciativas voltadas para a soberania digital.
Precisamos avançar em “pequenos passos”: começar por casos de uso concretos e sustentáveis, fortalecer a pesquisa e a inovação, e incentivar sua adoção nas empresas. O avanço tecnológico ocorre, de fato, por meio do mercado e da aplicação prática. Apesar da forte concorrência internacional, a disputa ainda está em aberto. O objetivo deve ser manter nos países europeus o valor econômico gerado pela IA, considerando-a um fator produtivo estratégico para o futuro.
A Itália está enfrentando o desafio da Inteligência Artificial em duas velocidades: por um lado, as grandes empresas, que já iniciaram projetos nessa área; por outro, as PMEs, que enfrentam maiores dificuldades. No entanto, muitas iniciativas das grandes empresas ainda não geraram o valor esperado, o que indica que a transformação ainda está em seus estágios iniciais. A adoção da IA exige, de fato, não apenas tecnologia, mas também modelos de negócios claros, medição de resultados e mudanças organizacionais. “O impacto deve ser avaliado em termos de eficiência, sustentabilidade e retorno econômico”.